terça-feira, abril 04, 2006

somos todos piratas

Em relação à proibição de downloads de música, gostava de saber qual é a origem desta acção; isto porque tenho a ideia ressonante de as bandas e artistas que fazem música não objectarem o descarregamento/publicidade das mesmas.
Quem tenho ouvido arengar sobre a legalidade e moralidade do acto são os mesmos que querem impor quotas de música nas rádios. São a parte da indústria que, à galopante disseminação do formato de música digital que dispensa intermediários, perde razão de existir. E se com as quotas, lograram a anuencia do Estado, vêm agora, usando um tom de ameaça, impor limites ao uso da internet. veja-se esta pérola do director-geral da AFP, Eduardo Simões que, sobre as queixas-crime que serão apresentadas frisou "ninguém pense que através da Internet pode actuar sob anonimato" (http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=18&id_news=219078).
Se se propala em todo o lado os imperativos da globalização, se os jovens em frança são obrigados a aceita-los, se a fábrica de videos e cassetes vhs sucumbiu à de dvds, se a de computadores estáticos está a sucumbir à de portáteis, se a de telefones fixos está a sucumbir à de telemóveis, porque é que havemos de manter os moldes tradicionais de edição e venda de discos?
Pela minha parte, a lei não me intimida, porque a ser "lei", no sentido filosófico, a sua aplicação congestionaria os tribunais, e isso é qualquer coisa que os próprios tribunais não querem; (como em Shakespeare em "measure for measure").

Como este assunto dá pano para mangas, e permite dizer mal da APF, voltaremos a ele brevemente.

1 Comments:

Blogger Zangetsu said...

E que tal as editoras não encherem tanto o cu com o dinheiro dos cds que distribuem, em certos casos ganham mais que os proprios artistas!
Por mim vou continuar a descarregar musicas o que me apetecer, já que me permitem sacar tantos gigas de borla obvio que não os vou gastar em imagens das powerpuff girls fdx

4:29 da tarde  

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